quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O Bonsai



Antes de poder achincalhar , convém explicar , pois só assim a coisa tem o devido impacto. Ou não. Mas enfim, para trás é que mija a burra por isso vamos avançando que já se faz tarde. Como eu estava a dizer, Bonsai significa árvore em bandeja. Ou 盆栽 em japonês, isto a pedido da minha extensa e fiel comunidade japonesa de seguidores que, apesar de não perceberem porra nenhuma do que lêem aqui, acham piada à lagarta. Eu , como representante de uma espécie em vias de extinção nos dias de hoje - o Espetis in Vaginis , vulgo Macho Latino - acho abominável um homem ter uma coisa dessas. Porque raio de carga de água é que eu haveria de ter uma árvore pequenina ? Para ver coisas pequeninas já basta quando me levanto de manhã naqueles dias frios de Inverno e vou mijar. Tive uma namorada que durante aquele minuto e meio de pura magia sexual - sou um velocista, um Usain Bolt do sexo - me sussurrava ao ouvido dá-me com o teu Bonsai, enterra-mo até à raiz. Armado em galifão, sempre pensei que o Bonsai fosse uma árvore gigantesca e tal, cheia de ramos e folhas. Qual foi o meu espanto quando descobri o tamanho da coisa. Acabei logo com ela e arranjei uma gaja com 1,35mt. Pelo menos essa achava tudo grande. Voltando ao assunto, dizem os entendidos que o Bonsai é 'essencialmente uma obra de arte produzida pelo homem através de cuidados especializados'. Perdoem a minha ignorância, mas isso não é a definição de um Ferrari ? Quer dizer, se eu quisesse uma obra de arte produzida pelo homem através de cuidados especializados, comprava um Ferrari. Faz-me confusão ver marmanjos de barba feita e  pêlos no peito, com umas luvinhas calças, um avental e - atenção que isto pode ser chocante - uma tesourinha de pontas tortas, a aparar os galhinhos e as folhinhas. Sim, tem de ser tudo acabado em inhos ou inhas. Coisas pequeninas são assim. Nunca ouviram dizer tens um pilãozão tão pequenino, pois não. Bom, acabada a lição de português, vamos voltar ao que interessa. Estava eu a dizer que cortar árvores anãs com tesourinhas de bebé e corta-unhas, não é p'ra mim. Sou mais gajo do estilo Stallone , de agarrar numa serra eléctrica 3x o meu tamanho e cortar uma palmeira com esteróides munido apenas com um calçãozinho minúsculo com meio tomate de fora, tronco nu , todo suado e com capacete de mineiro, daqueles amarelos com uma luzinha na ponta, sabem ? Pronto, esses mesmos. E agora, para as meninas que se estão para aí a babar (posso sonhar não posso?!) aproveitem e caso tenham uma Bonsai, metam as beiças em cima dela e deixem a gosma escorrer até às raízes e vejam-na crescer. Caso não tenham nenhuma Bonsai, arranjem outra coisa qualquer para porem as beiças e , digo-vos já por experiência própria, essa sim, vai crescer . . . .

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Zeca , o E.T da Buraca



Todos nós temos um ou outro amigo que quase juramos ser de outro planeta. Nem todos podemos ser perfeitos, mas há por aí um ou outro que abusa. O meu amigo Zeca é um deles. Quase que ponho as minhas mãos no fogo em como ele é um extraterreste, e olhem que sou um fulano escaldadiço. Começando pelo príncipio; o Zeca era feio como a puta que o pariu - a Dona Olga . Era uma espécie de cruzamento entre a deputada Odete Santos e um tractor agrícola. A Dona Olga era coveira no cemitério municipal para os cães. Era tão feia que nem um lugar num cemitério para pessoas conseguiu. Para mim  vai ser sempre a 8 Mamas , já que era tão gorda, tão gorda mas tão gorda , que para além do par de mamas habitual, tinha três pares por debaixo.  Fazia uma baleia parecer a Miss Etiópia. O pai do Zeca, coitado, era o Zarolho . Camões para a família e amigos. Diz ele que perdeu o olho na guerra do Ultramar. Diz ele e ao que parece é o único a dizer isso. Contou o Zeca que um dia chegou a casa com uma bebedeira de tal ordem, que escorregou no próprio mijo e enfiou um piaçaba na vista. Já estão a perceber onde quero chegar quando digo que o Zeca é um E.T ? Um gajo que mede 1,95m , pesa 52 Kg ,tem uma cabeçinha de alfinete e quem o vê ao longe pensa que é um cotonete ambulante. Tem um olho para cada lado e anda com os pés pr'as docas. Quando era mais novo, era o único que não tinha medo do escuro. Era tão feio que quem tinha medo dele era o próprio escuro.  Conseguia fazer com que um desdentado a gritar GOLOOOO!!! fosse um momento de rara beleza. Às vezes quando estavamos no café e ele passava, alguém gritava Volta , volta !! , lá vinha ele todo pimpão. Quando chegava ao pé de nós Volta pr'o raio que ta parta bicho feio! . Mas como um mal nunca vem só, o Zeca tinha 3 irmãs. E para provar que a teoria de que um raio nunca cai duas vezes no mesmo sitio está errada, os estafermos eram mais horríveis que os destroços do Titanic. Eram conhecidas pelas Três Graças : a Sem Graça, a Desgraça e a Nem de Graça. Para mim elas caíram do céu ; pena que foram com a cara ao chão. Para alegrar um bocado o pobre coitado do Zeca, eu costumava dizer-lhe que ele era um gajo bonito e tal , apenas tinha nascido no planeta errado. Em Marte era um Brad Pitt autêntico . . .

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

A Cartomante



Tal como faço inúmeras vezes, ontem à tarde alapei-me na esplanada da Pastelaria Suíça, no Rossio. Tenho por hábito ir para lá beber um café e ver as gajas. Não necessariamente por esta ordem, eu até nem gosto de café, mas para evitar que chamem a policia de novo para me tirar de lá, apanhei esta mania de pedir um café. Gajas é grupo e o café já estava frio. Os empregados a olharem-me de lado, quando de repente se fez luz. Eram 18h30 e acenderam os candeeiros . Comecei a folhear o Correio da Manhã, quando me deparei com um anuncio bastante suis géneris.

"Madame Mamaki : Se tem problemas de dinheiro, azar ao jogo e infortúnio no amor, venha ter comigo! Não resolvo os seus problemas, mas também não os pioro."

É mesmo isto que eu preciso , pensei eu ao mesmo tempo que me dirigia para o consultório da cartomante ou lá o que ela era. Bati à porta. Do lado de dentro ouvi uma voz tipo da Júlia Pinheiro.
- Quem é ? , disse ela . Oh diabo, começamos mal, pensei para mim mesmo. Que raio de bruxa é que não sabe quem lhe bate à porta ? Bom, mesmo assim resolvi entrar e sentei-me enquanto ela foi pôr a placa na boca. Era um quarto escuro, com uma mesinha no centro. Em cima da mesinha estava - e atenção que isto pode ser um choque para muitos - uma bola de cristal.
Então jovem , o que queres de mim ? disse ela num tom macabro. Para começar, queria que tapasse a mama direita porque tá com o bico de fora e ainda se constipa, e depois queria que me dissesse algo sobre a minha vida.
Bom, meu filho , vejo que eras bebé quando nasceste e que desde então tens crescido e ainda não morreste. Vejo também que resolveste vir bater à minha porta à procura de algo. Eh pá, posso não ser um gajo muito inteligente nem muito batido nisto das bruxarias e não sei quê, mas algo me dizia que a especialidade da Madame Mamaki não eram as adivinhas.
Oh Madame Mamaki , qual é a sua especialidade ? perguntei eu meio que a tremer com medo da resposta. Nisto, não é que a velha safada me pisca o olho, aponta para um quarto lá ao fundo ao mesmo tempo que usa os dedos dos pés para jogar aos berlindes com os meus tomates. Como fui ensinado a respeitar os mais velhos, lá fui eu de mão dada com a senhora até ao dito quarto. Ela despe-se e volta a pôr a placa num copinho de água junto à mesa de cabeceira. Foi então que eu não resisti e perguntei Desculpe mas a senhora não é cartomante de verdade pois não ? Ela vira-se para mim e diz Vês meu filho, até tu levas jeitinho para a coisa . .

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

E Viveram Felizes Até Às 16h30



Era uma vez uma cidade chamada IntimidadeS PubicaS. Na cidade de IntimidadeS PubicaS, era rei quem tinha o palhaço genital maior e rainha quem tinha a passaroila mais escanchada, tipo a entrada da estação de comboios ali de Stª. Apolónia. Graças a Deus que eu não vivi nessa cidade, porque se fosse pelo tamanho do pirilau, muito provavelmente eu era varredor de ruas, ou algo do género mas para pior. Os habitantes desta cidade andavam todos com roupas de látex pretas e somente com um buraco nas partes moribundas, de modo a que o penduricalho ficasse de fora e bem à vista de todos. No caso das mulheres era igual. Todas vestidas de látex preto e com a xarabaneca de fora, a apanhar ar puro e um bocadito de bronze do sol. Ah! As pessoas andavam também com uma pistola na mão. Isto porque na cidade havia grande escassez de alimentos e a qualquer altura podia ser preciso matar a fome. Outro dado importante é o facto de só existirem 69 habitantes. Porquê o 69 ? Eh pá, agora assim de repente não tou a ver. Pode não parecer, mas era uma alegria a vida ali. O grande motivo de orgulho da cidade eram as suas festas anais. As festas anais eram anuais - isto não soou lá muito bem - e juntavam os habitantes todos. Um dos grandes eventos era a eleição da Miss Intimidade Pubica. Vencia quem conseguisse enfiar o maior objecto dentro da . .  . . ratunça, vá. A vencedora, que detinha o título há 34 anos seguidos, era a Dona Ermelinda Aberta, de 89 anos. Dizem as más línguas que em tempos , a Dona Ermelinda conseguiu esconder dentro da bichana, 3 adultos, 2 cães e um periquito. Com gaiola e tudo. Mas no último ano ela foi destronada por uma novata, a Cátia 'Goela Aberta'. Ao que parece, a Cátia conseguiu enfiar dentro da sua modesta cavidade mijatória, um autocarro da Carris, o 42 que vai para a Ajuda. Com passageiros e tudo. Quem não achou muita piada foram os passageiros. Já diz o ditado, Tudo o que entra, sai .Não sai é pelo mesmo sítio que entrou, o que deu a alguns a sensação de serem colheres a mergulhar numa taça de mousse de chocolate. Adiante. Em algumas cidades existe o recolher obrigatório. Ali havia o Espetar Obrigatório, 4 vezes ao dia. Tocavam os sinos e os habitantes tinham de ir para casa dar uma trancada. Terem sexo, pronto. Fosse com a mulher, com uma amiga, com um primo, com a mão e, em alguns casos, até uma casca de banana servia. Por esta altura vocês devem estar a perguntar Então e não havia um concurso para Mister IntimidadeS PubicaS ? , claro que havia, já lá vamos. IntimidadeS e Pavia, não foram feitas num só dia. O concurso masculino consistia em besuntar o dito cujo com mel e pedaços de carne do lombo, e em seguida mergulhá-lo num balde com piranhas que não veem comida há duas semanas. Ganha quem aguentar mais tempo com o Gervásio lá mergulhado. Resultado : acho que nem vale a pena dizer. O vencedor deste ano foi o Zé Queijo Suíço, que ganhou a alcunha devido ao aspecto do seu bichano depois da prova. Dizem que parecia um queijo suíço, com a excepção de não ser nenhum queijo e muito menos suíço. Para aqueles que querem saber onde fica este autêntico paraíso dos tempos modernos, dizem os entendidos que fica algures entre Portimão e Viana do Castelo.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Cátia Piaçaba



Quando somos jovens fazemos certas e determinadas acções que , quando mais tarde pensamos nelas, mais valia termos estado quietos. Eu não sou excepção à regra. Há uns anos atrás conheci uma moça lá do bairro , de seu nome Cátia Piaçaba. Piaçaba porque ela tem o hábito de se esfregar em tudo o que era homem. Vivo ou morto, daí ela trabalhar como coveira no cemitério e numa funerária em part-time. O meu trabalho é vestir os mortos, mas eu gosto mesmo é de despir os vivos , dizia ela à boca cheia. E acreditem que nunca a expressão à boca cheia teve tanto significado. Conheci a Cátia quando fui ao funeral de um vizinho meu. Foi então que a vi, de pá na mão prontinha para enterrar o morto. Estranho, porque curiosamente, ela gostava mesmo era que lho enterrassem todo, mas isso agora não vem ao caso. A meio do enterro, senti uma pontada no fundo das costas. No olho do cu, vá. pensei logo que era a hemorróida a marcar presença, mas qual foi o meu espanto quando me virei para trás e vi a Cátia com meio mindinho enfiado pelas minhas nalgas adentro. Se não se importa, o buraco é meu disse eu naquele tom respeitoso que me caracteriza. Estava só a ver se tinha ovo , diz ela com uma granda lata. Apesar de não ser nenhuma galinha, deixei que ela me fizesse um bico. A partir dali parecia o Euromilhões ; todas as 6ª's feiras eu tirava as bolas do saco. Ao inicio parecia-me o sítio ideal para lhe afinfar com a sardanisca, ao fim ao cabo, era com cada foda de caixão á cova. Mas com o passar do tempo, a coisa foi azedando e não estou a falar do cheiro que por ali andava. O cumulo foi ela querer abocanha-lo dentro de um caixão. Como não sou mal educado, não gosto de dizer que não a ninguém, e até aceitei a coisa. Até aqui ainda vá que não vá. O problema é que ela queria abocanha-lo dentro de um caixão ocupado por um senhor que conseguia estar mais rijo que a minha verga. Foi então que me virei e disse ALTO LÁ ! VAMOS PARAR COM ISTO ! , agora não que eu tou quase. Como gentleman que sou, deixei a menina terminar o seu serviçinho e tentei ter uma conversa séria. Difícil, já que ela teve o tempo todo a olhar para o meu nabo como se fosse um bêbado a olhar para um copo de vinho. Com algum custo, lá consegui acabar com aquela relação. Estranho foi pensar que a próxima vez que eu vir a Cátia Piaçaba vai ser quando ela me mandar para o buraco 7 metros debaixo do chão. Não deixa de ser curioso, pois eu é que costumava mandar-lhe com os 7 cm para o buraco . . .

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

O Fim De Semana Abichanado



Sendo as IntimidadeS um espaço de informação pública e, muito em particular, de informação pubica - esta última mais à noitinha, depois das 22h e logo a seguir ao Panda acabar - achei por bem contar uma pequena história (estória , pronto, maldito acordo ortográfico) que , friso desde já, é pura ficção da minha cabeça completamente demente e desprovida de qualquer moral ou senso comum. Qualquer semelhança com a realidade será pura coincidência, bla bla bla , etc e tal, já todos vimos as novelas da TVI por isso, adiante. Os protagonistas são 2 homens, chamemos-lhes sei lá , hummmmm . . . agora de momento não tou a ver . . . .  ah ! já sei ! Carlos e Renato ! O enredo passa-se na BroadGay. Desculpem, Broadway ! Bom, como eu estava a dizer, Carlos era um velho tarado e Renato, um tarado por velhos. Os dois juntos eram tão cúmplices como o Pinto da Costa com os árbitros. Festinhas para cá, amasso para lá, roça aqui e roça ali, enfim, tudo a que tinham direito. E esquerdo também, parece que o Renato era canhoto. Certo dia o Renato resolve sair do cantinho do amor -  ou em inglês little gay's corner - para ir à rua comprar um chupa chupa cor de rosa. Tou com um hálito esquisito , disse o Renato ao dirigir-se para a porta , já te disse para lavares o pirilau antes de me coçares o dente do siso. Vais à rua ? , perguntou Carlos num tom esganiçado , um meio termo entre Júlia Pinheiro e Manuel Luís Goucha. Vou e não me tentes impedir , respondeu Renato numa mistura de Pedro Granger e Cristina Ferreira. Eu não, mas se calhar era melhor pores uma cuecas, digo eu . . Foi então que Renato voltou atrás, vestiu umas cuecas pele de tigre e saiu do quarto.

15 minutes later ( O bacano voltou passado bueda tempo, yô)

Renato entra no quarto, e de repente bate-lhe o sentimento. CHIÇA , gritou ele ao cair-lhe uma caixa de bombons de 3kg em forma de coração , mesmo em cima do dedo grande do pé. Entrou sorrateiramente no quarto e qual foi o seu espanto quando viu que Carlos estava a ver o Wrestling ! Eu não te pedi para não mexeres na televisão que eu estava a ver o CANAL PANDA ?! , gritou Renato ao mesmo tempo que tentava despir o seu fato macaco de látex preto. Nisto, o impensável; Renato saca do seu iPod da Hello Kitty e põe a musica do Carlos Paião, " saca o Saca-Rolhas" . Saca o Saca-Rolhas abre o garrafão, beber sem vinho não presta (..) saca o Saca-Rolhas abre o garrafão e vem fazer uma festa. Renato olha para o lado e vê Carlos estendido no chão com o seu roupão rosa com o símbolo da Playboy, fulminado por um ataque de coração. Ao que parece, Carlos não ia mesmo nada á bola com aquela musica. Moral da história : Ouvir certas músicas muito alto faz mal ao coração . .

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O Gajo Do Cinema



Que há profissões estranhas, há. É um bocado como as bruxas, um gajo não acredita nelas, mas que elas existem , existem. Basta olhar para a Odete Santos. A prova provada disso mesmo é o gajo que nos pica o bilhete e nos indica a cadeira quando vamos ao cinema. Após uma breve pesquisa na Internet , cheguei à conclusão de que esta espécie está em vias de extinção e de que ninguém sabe ao certo como lhes chamar. O que não deixa de ser estranho já que consegui descobrir mais facilmente 24 palavrões em Senegalês do que o nome do gajo que nos indica a cadeira no cinema. Por isso mesmo, e até a Wikileaks voltar ao activo, resolvi dar-lhe o surpreendente nome de Gajo que nos indica a cadeira no cinema . Hoje em dia é mais fácil vermos uma prostituta virgem ou um politico honesto, do que um sujeito destes. Sujeito esse que, tem um trabalho invejável. Trabalha 15 ou 20 minutos a cada 3 horas. Se é que se pode chamar de trabalho, pois para mim é mais batalha naval que outra merda qualquer. Chegamos à fila, esperamos a nossa vez  e damos o bilhete. Ouvimos então uma voz que diz 4B , 4C e vejamos . .  hummmm , 5H. Dá vontade de dizer TIRO NO PORTA-AVIÕES! , mas como fui ensinado a respeitar quem trabalha não o faço. Com a excepção de quando passo ali no Técnico á noitinha e vejo jovens de mini saia e mamocas de fora com um frio de rachar. Bom, já me estou a desviar do tema. Estava eu a dizer que um gajo andar com uma lanterninha a apontar para o chão numa sala enorme e escura p'ra caraças, é meio caminho andado para se ficar preso numa mina por esse mundo fora, sei lá, agora não me vem nada à cabeça . . .  no Chile, por exemplo. Por mais incrível que pareça, na minha rua havia um gajo que nos indica a cadeira no cinema. Era o Armindo. Umas vezes em pé, outras vezes caindo. Já deu para perceber que o Armindo era bastante chegado na bebida. Se fosse um bocadinho de nada mais chegado, era irmão do Johny Walker ou do Jameson. Pobre coitado não durou muito no Show Business. Foi despedido passado pouco tempo. Ao que parece, tinha o mau hábito de andar sempre com os copos e como se isso não bastasse, tinha particular fetiche em cagar na fila C, cadeira 7. Dizia ele que era em homenagem ao Cristiano Ronaldo. Uma maneira um bocado esquisita de homenagear uma pessoa. Digo eu. E onde é que vivem estes senhores, perguntam vocês ? Eu tenho uma teoria. Para mim, vivem no esgoto, tipo as tartarugas ninja mas sem as pizzas, é mais à base de pipocas. E já diz o ditado, mais vale um bilhete de cinema na mão , que dois filmes do clube de vídeo para alugar. . .