terça-feira, 10 de maio de 2011

Peripécias : A Americana



Vamos por partes ; Se é para comer uma americana, qual o melhor sítio para o fazer ? Estive 3 semanas em casa sem fazer porra nenhuma  e a receber do subsídio de desemprego - merda da Troika acabou-me com a mama -  até se fazer luz. Primeiro porque finalmente paguei a conta da EDP, e segundo porque cheguei à conclusão que para comer uma americana, que melhor sítio do que um restaurante de grande classe, prestigio e categoria , sei lá, tipo o McDonald's ?! Pois bem, fiz-me à estrada, apanhei 3 autocarros, o comboio, o ferry boat e o metro até lá chegar. Sim porque isto de comer camones leva-me a guita toda. Aproximei-me para fazer o meu pedido. Achei melhor pedir um hamburguer duplo para não me encher muito para uma possível menage à trois. "O hambuguer vai ser com molho barbecue?" diz-me ela do lado de lá do balcão. "Oh filha, barba não tenho, mas o cu pode ser". E foi mesmo. Ela despe a farda e passados 5 minutos estávamos em casa dela. E despiu literalmente já que foi toda nua até casa. O que me levou a pensar que era menina para querer levar com ele. Assim que cheguei saquei do Big Mac e meti o pepino de fora. Como boa funcionária que é, foi logo fazer o controlo de qualidade. E fez. Era tão gulosa que até os nuggets enfiou na boca. Para evitar que ela engordasse daí a 9 meses - efeitos da fast fuck -  mergulhei o jaquinzinho no copo do Sundae e seguimos para bingo.
" Oh , oh please fuck me, come on " dizia ela numa mistura entre um asmático e o Carlos Lopes depois de correr a maratona. Visto que eu desencantei a moça no McDonald's do Rossio, muitos de vocês podem estar a interrogar-se porque é que ela gemia em inglês. É simples, achei que dava muito mais impacto do que ela dizer "Oh , oh dá-me com a amarra cabrão". Bom, seja em inglês ou em português, o certo é que ela levou com ele nas McBordas e o resto é conversa. Independentemente da língua que ela falava e já que estamos a falar em comida, posso-vos garantir que foi um "Happy Meal" . . .

terça-feira, 19 de abril de 2011

Peripécias : A Sueca



Como grande amante de jogos de baralho - atenção que antes de me chamarem de ordinarão, eu escrevi baralho com B e não com C - não podia deixar em claro uma situação que me afligia há já algum tempo. Nunca uma sueca me tinha passado pelo estreito. Que fiz eu para resolver a questão ? Fui ao IKEA , pois claro. O meu objectivo, sou sincero, era ir lá comprar uma estante para o quarto, mas confesso que fiquei agradado com uma sueca que tinha uma prateleira daquelas à antiga. Como é costume da loja, levei-a para casa para montar. Ao fim de 2 dedos de conversa já eu tinha 3 dedos na cerigaita da moçita. pela primeira vez em tantos anos, não precisei de nenhum manual de instruções e por íncrivel que pareça, acertei nos buracos à primeira. Devo dizer que a moça não era grande espingarda, mas também não era por aí, ao fim de contas tinha sempre 90 dias para devolver em caso de ficar insatisfeito. No meu caso foram mais 90 minutos que outra coisa, mas eu ando nisto pelo desporto por isso não levo a mal. A certa altura ela começa a revirar os olhos, a espumar da boca  e a gritar ELGÅ !! , e eu pensei que seria "afinfa-me com a sardanisca" e continuei na minha labuta cada vez mais forte e triunfante. A coisa tornou-se desagradável quando ela começou ininterruptamente a gritar palavras tipo GLÄNSA . . ALFHILD FÅGEL . . .BÖJA e por aí adiante. Fiz de conta que não era nada comigo e continuei a trautear Quim Barreiros ' A Garagem da Vizinha' até que, de repente, ela vira-se para trás e grita FODE-ME CABRÃO!!!! Apanhei um cagaço que me ia borrando até às canelas, mas pela primeira vez na vida, percebi uma palavra em sueco. E assim fiz, fodi-a que nem um cabrão , assim que acabei vesti-me e deixei uma nota de 20€ na mesa de cabeceira.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Peripécias : A Japonesa



É certo que já me passaram japonesas pelo estreito - ou grosso como já me disseram após 4 copos de tinto - inclusive aquela da Pastelaria Suiça, se estão bem lembrados. Mas como eu sempre digo, não se levam bananas para a Madeira nem a picanha portuguesa é igual à brasileira. Nada como ir para o Japão e provar in loco de que é feita a verdadeira mulher japonesa. De bonitas não têm nada, lá isso é um facto, mas em 128 milhões de habitantes, há de haver uma que escape. Nem que para isso tenha que pagar. E foi isso mesmo que aconteceu. Assim que cheguei ao aeroporto e me meti no taxi, a primeira coisa que pedi foi para abrir a janela. Estava um calor do caraças. A segunda foi pedir para me levar a uma casa de meninas. Putas, vá. A tarefa não ia ser fácil, as japonesas são finas, de bons costumes e acima de tudo, têm poder de compra. Não é por acaso que são o único país asiático membro do G8. Eu cá por mim já ficava contente em encontrar o ponto G, quanto mais o G8. Um aparte : vou tentar evitar ao máximo utilizar trocadilhos com a expressão olhos em bico.
Assim que entrei no bordel, a dona veio ter comigo e junto a ela estavam algumas 80 gajas, noves fora davam 4. Ela pergunta-me qual eu queria e eu, muito educamente e num japonês de Portugal, fiz o movimento como se tivesse a acariciar duas bolas de futebol junto ao peito. Subi com a gaja que tinha as maiores mamas. Começamos a falar e vim a descobrir que esta japonesa tinha nascido no Japão, tinha pai e mãe japoneses e gostava de comer sushi. Perfeito, um exemplar perfeito. Juntando a isto tudo um par de mamas que bate os 9.0 na escala de Mamichter. Estava preparado para começar a comer. Como manda a tradição, descasquei-a toda, peguei no meu pauzinho e começei a comê-la ao natural e a seco , sem aquecer no micro-ondas nem nada. O molho vinha no fim. Ela lá ia gritando em japonês ou o raio que a parta. No final quem a partiu fui eu. Ao fim de 45 minutos a levar com o meu sushi genital, oiço um barulho vindo da mesa de cabeçeira. Parecia o trrrimm trrrimmm de um telemóvel. Por mais estúpido que pareça, era mesmo o trrrimmm trrrimmm de um telemóvel. Ela atende. Agora vejamos o cenário; tou eu com o wasabi enfiado naquele local por onde se sai uma vez e passamos o resto da vida a tentar entrar, e a drª a falar ao telemóvel. Passei-me e disse " Oh sócia, olha aí . . . tá aqui um gajo concentradíssimo e tu ao telemóvel ?" . Isto ao mesmo tempo que estalava os dedos. Ela vira-se para trás - sim, por esta altura o meu wasabi já tinha saído do melhor lugar á face da terra para entrar num lugar seco e fedorento a que eu , muito carinhosamente chamo de olho do cú - e diz-me que está ao telefone com o médico que lhe vai pôr silicone nas mamas e fazer um peeling,  e que o meu tempo já acabou. Como ninguém brinca com os portugas, saquei do penduricalho, fiz pontaria e disparei-lhe um jacto de saké mesmo no meio da fronha. Fiz o olhar 34 , suspirei e disse: diz ao teu médico que só precisa de te pôr as mamas, o peeling acabei eu de to fazer. Saí dali e fui ao McDonald's. Farto de sushi estava eu . . .

terça-feira, 5 de abril de 2011

As Peripécias - Parte 1 de 9,99595 . . .


                                    

Pois é meus amigos e minhas amigas - estas ultimas em particular - podia começar agora aqui com coiso e tal não sei que mais , mas não, vou ser sincero ,directo e direito. Ou torto e esquerdo, tanto faz. Não, não fui fazer nenhum mestrado nem nenhuma pós-graduação xpto , muito menos participar como voluntário no novo programa espacial da NASA rumo ao Japão radioactivo. Fui sim, para os altos montes da China, aqueles onde o Brad Pitt esteve e, rodeado de gajos de olhos em bico com enormes problemas de queda de cabelo, estive a contar estrelas de pila na mão. Não que alguém tenha alguma coisa a ver com isso, mas como sou um fulano que prima pela educação, devo dizer que tanto a mão como a pila eram ambas minhas por isso faço com elas o que quiser. Com alguma pena minha , devo dizer, mas chinocas carecas embrulhados em cortinados do LIDL não fazem o meu tipo. Precisei de algum tempo para respirar fundo e pensar na minha vida. Cheguei a um ponto que - aliás, já era uma situação tão grave que eu já tinha chegado a um ponto e vírgula - não conseguia ver um rabo de saia que ficava logo atacado. Ás vezes já nem bastava ver o rabo, só a saia já me punha o pífaro a tocar o dó-ré-mi faça lá o que quiser. Foi então que o meu terapeuta , um chinês nascido na China e com pais chineses de seu nome Todo Nuku, me disse para eu pôr num papel todas as minhas aventuras sexuais por esse mundo fora. Assim fiz. Uma de cada nacionalidade, não fosse eu um sexoglota ( um poliglota do sexo, vá). Vou-vos assim trazer os relatos de 19 aventuras sexuais, mais uma. E quem é essa uma ? Pois bem, essa uma é - atenção - a melhor prostituta chinesa da actualidade. O que é que eu pensei ? Sexo no Ocidente já era, o que é que tenho de fazer? Para onde é o futuro ? Onde é que vou buscar gajas novas ? Na China, claro. Vai vir  charters de chinesas para comerem o meu pauzinho, e eu vou ter comissão nas putas de esquina, nas putas de hotel, nas putas de discotecas e restaurantes , tudo meus amigos. Não percam , em breve, aqui , nas IntimidadeS . . . . A Japonesa .

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O Bonsai



Antes de poder achincalhar , convém explicar , pois só assim a coisa tem o devido impacto. Ou não. Mas enfim, para trás é que mija a burra por isso vamos avançando que já se faz tarde. Como eu estava a dizer, Bonsai significa árvore em bandeja. Ou 盆栽 em japonês, isto a pedido da minha extensa e fiel comunidade japonesa de seguidores que, apesar de não perceberem porra nenhuma do que lêem aqui, acham piada à lagarta. Eu , como representante de uma espécie em vias de extinção nos dias de hoje - o Espetis in Vaginis , vulgo Macho Latino - acho abominável um homem ter uma coisa dessas. Porque raio de carga de água é que eu haveria de ter uma árvore pequenina ? Para ver coisas pequeninas já basta quando me levanto de manhã naqueles dias frios de Inverno e vou mijar. Tive uma namorada que durante aquele minuto e meio de pura magia sexual - sou um velocista, um Usain Bolt do sexo - me sussurrava ao ouvido dá-me com o teu Bonsai, enterra-mo até à raiz. Armado em galifão, sempre pensei que o Bonsai fosse uma árvore gigantesca e tal, cheia de ramos e folhas. Qual foi o meu espanto quando descobri o tamanho da coisa. Acabei logo com ela e arranjei uma gaja com 1,35mt. Pelo menos essa achava tudo grande. Voltando ao assunto, dizem os entendidos que o Bonsai é 'essencialmente uma obra de arte produzida pelo homem através de cuidados especializados'. Perdoem a minha ignorância, mas isso não é a definição de um Ferrari ? Quer dizer, se eu quisesse uma obra de arte produzida pelo homem através de cuidados especializados, comprava um Ferrari. Faz-me confusão ver marmanjos de barba feita e  pêlos no peito, com umas luvinhas calças, um avental e - atenção que isto pode ser chocante - uma tesourinha de pontas tortas, a aparar os galhinhos e as folhinhas. Sim, tem de ser tudo acabado em inhos ou inhas. Coisas pequeninas são assim. Nunca ouviram dizer tens um pilãozão tão pequenino, pois não. Bom, acabada a lição de português, vamos voltar ao que interessa. Estava eu a dizer que cortar árvores anãs com tesourinhas de bebé e corta-unhas, não é p'ra mim. Sou mais gajo do estilo Stallone , de agarrar numa serra eléctrica 3x o meu tamanho e cortar uma palmeira com esteróides munido apenas com um calçãozinho minúsculo com meio tomate de fora, tronco nu , todo suado e com capacete de mineiro, daqueles amarelos com uma luzinha na ponta, sabem ? Pronto, esses mesmos. E agora, para as meninas que se estão para aí a babar (posso sonhar não posso?!) aproveitem e caso tenham uma Bonsai, metam as beiças em cima dela e deixem a gosma escorrer até às raízes e vejam-na crescer. Caso não tenham nenhuma Bonsai, arranjem outra coisa qualquer para porem as beiças e , digo-vos já por experiência própria, essa sim, vai crescer . . . .

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Zeca , o E.T da Buraca



Todos nós temos um ou outro amigo que quase juramos ser de outro planeta. Nem todos podemos ser perfeitos, mas há por aí um ou outro que abusa. O meu amigo Zeca é um deles. Quase que ponho as minhas mãos no fogo em como ele é um extraterreste, e olhem que sou um fulano escaldadiço. Começando pelo príncipio; o Zeca era feio como a puta que o pariu - a Dona Olga . Era uma espécie de cruzamento entre a deputada Odete Santos e um tractor agrícola. A Dona Olga era coveira no cemitério municipal para os cães. Era tão feia que nem um lugar num cemitério para pessoas conseguiu. Para mim  vai ser sempre a 8 Mamas , já que era tão gorda, tão gorda mas tão gorda , que para além do par de mamas habitual, tinha três pares por debaixo.  Fazia uma baleia parecer a Miss Etiópia. O pai do Zeca, coitado, era o Zarolho . Camões para a família e amigos. Diz ele que perdeu o olho na guerra do Ultramar. Diz ele e ao que parece é o único a dizer isso. Contou o Zeca que um dia chegou a casa com uma bebedeira de tal ordem, que escorregou no próprio mijo e enfiou um piaçaba na vista. Já estão a perceber onde quero chegar quando digo que o Zeca é um E.T ? Um gajo que mede 1,95m , pesa 52 Kg ,tem uma cabeçinha de alfinete e quem o vê ao longe pensa que é um cotonete ambulante. Tem um olho para cada lado e anda com os pés pr'as docas. Quando era mais novo, era o único que não tinha medo do escuro. Era tão feio que quem tinha medo dele era o próprio escuro.  Conseguia fazer com que um desdentado a gritar GOLOOOO!!! fosse um momento de rara beleza. Às vezes quando estavamos no café e ele passava, alguém gritava Volta , volta !! , lá vinha ele todo pimpão. Quando chegava ao pé de nós Volta pr'o raio que ta parta bicho feio! . Mas como um mal nunca vem só, o Zeca tinha 3 irmãs. E para provar que a teoria de que um raio nunca cai duas vezes no mesmo sitio está errada, os estafermos eram mais horríveis que os destroços do Titanic. Eram conhecidas pelas Três Graças : a Sem Graça, a Desgraça e a Nem de Graça. Para mim elas caíram do céu ; pena que foram com a cara ao chão. Para alegrar um bocado o pobre coitado do Zeca, eu costumava dizer-lhe que ele era um gajo bonito e tal , apenas tinha nascido no planeta errado. Em Marte era um Brad Pitt autêntico . . .

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

A Cartomante



Tal como faço inúmeras vezes, ontem à tarde alapei-me na esplanada da Pastelaria Suíça, no Rossio. Tenho por hábito ir para lá beber um café e ver as gajas. Não necessariamente por esta ordem, eu até nem gosto de café, mas para evitar que chamem a policia de novo para me tirar de lá, apanhei esta mania de pedir um café. Gajas é grupo e o café já estava frio. Os empregados a olharem-me de lado, quando de repente se fez luz. Eram 18h30 e acenderam os candeeiros . Comecei a folhear o Correio da Manhã, quando me deparei com um anuncio bastante suis géneris.

"Madame Mamaki : Se tem problemas de dinheiro, azar ao jogo e infortúnio no amor, venha ter comigo! Não resolvo os seus problemas, mas também não os pioro."

É mesmo isto que eu preciso , pensei eu ao mesmo tempo que me dirigia para o consultório da cartomante ou lá o que ela era. Bati à porta. Do lado de dentro ouvi uma voz tipo da Júlia Pinheiro.
- Quem é ? , disse ela . Oh diabo, começamos mal, pensei para mim mesmo. Que raio de bruxa é que não sabe quem lhe bate à porta ? Bom, mesmo assim resolvi entrar e sentei-me enquanto ela foi pôr a placa na boca. Era um quarto escuro, com uma mesinha no centro. Em cima da mesinha estava - e atenção que isto pode ser um choque para muitos - uma bola de cristal.
Então jovem , o que queres de mim ? disse ela num tom macabro. Para começar, queria que tapasse a mama direita porque tá com o bico de fora e ainda se constipa, e depois queria que me dissesse algo sobre a minha vida.
Bom, meu filho , vejo que eras bebé quando nasceste e que desde então tens crescido e ainda não morreste. Vejo também que resolveste vir bater à minha porta à procura de algo. Eh pá, posso não ser um gajo muito inteligente nem muito batido nisto das bruxarias e não sei quê, mas algo me dizia que a especialidade da Madame Mamaki não eram as adivinhas.
Oh Madame Mamaki , qual é a sua especialidade ? perguntei eu meio que a tremer com medo da resposta. Nisto, não é que a velha safada me pisca o olho, aponta para um quarto lá ao fundo ao mesmo tempo que usa os dedos dos pés para jogar aos berlindes com os meus tomates. Como fui ensinado a respeitar os mais velhos, lá fui eu de mão dada com a senhora até ao dito quarto. Ela despe-se e volta a pôr a placa num copinho de água junto à mesa de cabeceira. Foi então que eu não resisti e perguntei Desculpe mas a senhora não é cartomante de verdade pois não ? Ela vira-se para mim e diz Vês meu filho, até tu levas jeitinho para a coisa . .