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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

O (in)Voluntário



Lamento profundamente informar todos aqueles que pensavam que eu já tinha morrido, e passo a citar 'eh pá , o cabrão morreu', pois para alegria de . .  basicamente ninguém, eu estou vivo e de boa saúde. O cuspir sangue, os vómitos e as fezes a parecerem mousse de chocolate mas com cheiro de diarreia de há 4 dias, segundo o meu médico, são apenas sinais de stress. Abençoado stress, seja lá ele o que for. Acontece que acordei um dia -lá está, mais um sinal de saúde, quem não acorda de manhã não padece de grandes perspectivas além de um cemitério - e disse : Foda-se, quem é que se cagou aqui que tá um cheiro a merda horrível ? Depois apercebi-me que tinha dormido sozinho e calei-me. Basicamente o que eu quero dizer é que tive uma epifânia. Não tem nada a ver com afanar, tem a ver com o facto de eu ter tido uma visão, uma luz que me disse Oh grande monte de merda, faz algo de útil na vida. Isso e mais meia dúzia de palavrões que nem me atrevo a repetir aqui. Foi então que decidi embebedar-me. E assim foi. Resultado: 4h da manhã deitado  no meio da rua na 24 de Julho, aquecido com o meu próprio vomitado espalhado pelo meu corpo. Foi então que apareceram uns gajos de uma associação que têm por hábito (que merda de hábito, mas enfim) agarrar em gajos podres de bêbados e fazê-los assinar inconscientemente uma declaração na qual se tornam membros de uma associação de voluntários chamada Trabalhadores Involuntários. E pronto, sem saber ler nem escrever, lá fui para uma missão voluntariado na Etiópia, vejam bem. Eu, que o mais longe que tinha foi até Paço D'Arcos o Verão passado para tomar um banhinho na praia do cagalhão. A minha missão consistia em localizar e procriar com o maior número de mulheres loiras de olhos azuis cujo principal meio de transporte no deserto da Etiópia, fosse um Ferrari amarelo. Como devem calcular, a missão foi um estrondoso, hummmmmm . . . como é que eu hei-de dizer isto, fiasco! É isso, fiasco. Mais depressa abria uma loja Emporio Armani , e ficava rico a vender roupas chiquérrimas e caras como a puta c'os pariu no meio do deserto, do que encontrar mulheres loiras de olhos azuis cujo principal meio de transporte no deserto da Etiópia, fosse um Ferrari amarelo. Mas nem tudo foi mau. Fiquei a saber que as camelas são óptimas na cama. Nas dunas, vá. Só por si, o simples facto de comer uma camela numa duna do deserto da Etiópia, já é muito mau, o facto de cada trancada que lhe dava me vinha a imagem do Rui Reininho à cabeça, isso meus amigos, marca-me até hoje. "Dunas , são como divãs . . .  biombos indiscretos , bla bla bla" , são o raio que ta parta pá! Eu bem que via os outros camelos a rirem-se de mim lá atrás, mas sempre ouvi dizer, malandro que é malandro não estrilha, muda de esquina. Ou de duna.

                 ATENÇÃO : TÁ UM P.S AQUI EM BAIXO











P.S: É com grande orgulho que vos digo que assim que voltei, passei 2 dias e 3 noites enfiado na primeira casa de putas que encontrei. Só me levantava da cama para mijar, e isso só quando o penico já estava cheio. Posso-vos dizer que tive a gaita mais tempo enfiada na boca do que o pífaro na boca do Rao Kyao . . .