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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

O Mija Em Pé



Desde há uma porrada de anos que os homens e as mulheres são diferentes na forma como mijam. As mulheres gostam de arreganhar a bicha sentadinhas, quiçá para aproveitar aquele tempo perdido e ler uma revista ou arranjar a unhinha, enquanto o homem faz uso daquilo a que eu cientificamente chamo de SDB - Síndrome Do Bombeiro - e agarra-se à mangueira e mija para tudo quanto é lado. E não, o mijo não é um bom adubo para as plantas. Posto isto, devo partilhar com vocês que não sou adepto dos chamados festivais de Verão. Se algum de vocês tem filhos que vão a festivais de Verão, ignorem o que vou escrever a seguir, é tudo mentira, sou eu na palhaçada. Se algum de vocês tem um pai ou uma mãe que lê as minhas barbaridades, é capaz de ser uma boa altura para não os deixarem ler isto. Para mim, festivais de verão é sinónimo de Álcool e Drogas, não necessariamente por esta ordem. Logo aí e à partida existe um problema ; eu não dispenso o meu Bollycao com o meu Sumol de Laranja. Também nunca achei muita piada a falar com pessoas que não existem, e a minha ideia de diversão não é falar com postes de electricidade nem cair 76 vezes numa única noite. Música ao vivo para mim é quando carrego no Play na consola central do meu extremamente masculino e poderoso automóvel. Ainda outro dia, estava a ouvir Ivete Sangalo , e naquela parte "Tira o pé do chãooooo" entusiasmei-me, tirei o pé do acelerador e espetei-me mesmo em frente às Amoreiras. Outro grande mal dos festivais é a precariedade das instalações sanitárias. Se para o espetar todo, eu não sou lá muito esquisito em relação ao local, já para mijar ou cagar , sou fino. Gasto 2 rolos de papel para forrar uma retrete pública e, se vir um pintelho nas bordas, sou menino para chamar a Protecção Civil. Como é óbvio, não cago no meio das ervas, até porque tenho medo que me entre alguma lagartixa pelo rego adentro. Não é que tenha medo da lagartixa, tenho é medo de me habituar e depois é uma chatice. Enfrentar as filas para as W.C's improvisadas é quase como tentar atravessar a ponte 25 de Abril depois de um dia de praia com 39ºC. A opção é mijar no mato. Para o homem a tarefa é fácil, basta sacar do Songoku e apontar na direcção desejada. Não aconselho a fazê-lo com ninguém muito perto, especialmente se estiver com os copos. Para as mulheres a coisa torna-se ainda mais complicada, correndo ainda o risco de salpicar as bordas do cu, o que é má publicidade, pois nenhum homem quer uma gaja com bafo a mijúm. Existe agora o Adaptador Feminino para Urinar em pé. Sim, um pedaço de cartão em cone que é colocado na entrada da xarabaneca e que permite às mulheres mijarem enquanto olham nos olhos de outra pessoa. Isto, meus amigos, vem redefinir toda uma existência milenar, baseada no pressuposto que o homem mija em pé e a mulher mija sentada. Muito provavelmente porque dessa forma consegue descascar batatas para o jantar , ao mesmo tempo que alivia a ervilha. Corremos o risco de entrar numa casa de banho pública, e , ao nosso lado, estar a mijar (em pé!) alguém que não possua um pénis ? Já diz o ditado "Quem não tem cão , caça com furão" , neste situação, é caso para se dizer , "Quem não tem pilão , mija p'ró cartão !!! "