Tá um calor do catano. Pronto, esta foi a parte sã e quiçá, verídica da história. O que se segue abaixo, é um brutal descalabro de lascívia - ou lixívia , em homenagem às senhoras da limpeza - pornografia abaixo de amadora e ovos kinder para os mais novos. Bom, quando eu era um jovem esbelto e charmoso, ao invés do traste velho que sou hoje em dia, e tinha como hobbie comer gelados, chupar Calippos - hoje em dia tenho quem faça isso por mim - a vida era bela. Juntava-me com a miudagem a brincar na rua ao bate pé - acho que não preciso explicar a ninguém o que isso é ! Olha , rimou - ao berlinde , à bola etc. À noite, procurava pornografia na net. Ás vezes ao fim da tarde também, mas isso era só quando não dava o Dartacão. Como qualquer criança, eu ficava fascinado com aquilo. Parecia um bêbado a olhar para um copo de vinho ; O José Castelo Branco a olhar para um soutien ou o George Michael quando vê uma casa de banho pública, ou pûbica, como queiram. Lembro-me que olhar para aquelas mulheres, era basicamente como conduzir um Ferrari , um gajo só sabe a sensação quando está dentro de um. E assim foi. Combinei com 3 amigos e fomos a uma casa de meninas. Entramos num táxi.
- Boa noite, é pr'a onde?
- humm . . nós queriamos . . tipo . . . não sei . . um sitio para . . . sei lá, beber um copo?
- Ah, querem ir às putas ?
Pronto, lá chegamos. Sentamo-nos nos sofás bordeaux e pedimos 2 gasosas a dividir pelos 3 - meus amigos, o sexo não é barato e nós tinhamos de poupar as mesadas. Fizemos cara ou coroa para ver qual de nós ia ser titular e subir ao relvado. Ganhei eu. Escolheram eles a moçoila que me ia acompanhar. Eu subi para o quarto e sentei-me na cama. Ao lado da mesa de cabeçeira estava uma enorme botija de oxigénio com mascara e tudo. Aquilo fez-me um bocado de espécie, mas o cheiro a mijo seco de há 4 dias rapidamente se apoderou do meu cerebro. De repente a porta abre-se. Entra um vulto. "Olá fofinho", diz ela. "Olá como está, passou bem?" , digo eu num tom respeitoso e educado, tal como fui ensinado. A senhora despe-se toda ficando com os marmelos e com a pintassilga de fora, vira-se para mim e diz agressivamente "Anda cabrão, rebenta-me a bilha toda". Achei aquilo de mau tom, já para não dizer desagradável e sem educação, mesmo assim respondi à altura. "Desculpe mas a minha mãe não me deixa mexer em bilhas de gás, diz que são perigosas e que podem rebentar". Ela baixa-me as calças e num ápice me apercebo que aquela senhora que ali estava, ainda consegue gostar mais de Calippos do que eu. Enquanto ela comia o seu gelado, tive que perguntar "Peço imensa desculpa de interromper, quem sou eu para atrapalhar, mas para que serve aquela botija de oxigénio?". Naquele preciso momento, ela manda-me para a cama e atira-se para cima de mim como se fosse o Rui Patrício a tentar apanhar uma bola - atenção que eu disse Tentar, não disse Conseguir . Assim que ela se sentou no selim da bicicleta, eu percebi o porquê da botija de oxigénio. A madame Calippo devia pesar uns 225kg. Foi quase como ter a parte da frente de um autocarro em cima de mim. Meti a mascara nas ventas e bora nessa, Vanessa! À medida que a senhora se entusiasmava, e cavalgava freneticamente num puro sangue lusitano, a coisa foi ficando , digamos, foneticamente estranha.
Pumba !! Catrapumba !!! Pumba !! Catrapumba !!! ,dizia ela constantemente. Achei aquilo de mau gosto, até porque nos videos que vejo em casa nunca tinha ouvido tais frases, talvez por tirar o som para a minha mãe não me apanhar. Não aguentei e tive que lhe fazer um reparo. "Peço imensa desculpa outra vez, mas penso que a linguagem que está a utilizar é desapropriada para a situação. Se desejar, posso-lhe dar uns óculos e um livrinho e a senhora dá um vista de olhos a ver se lhe consegue apanhar o jeito, não se importa?" . Ela parou e riu-se. "Oh fofo, veste-te, o meu trabalho aqui já tá feito", disse ela, seguido de " PRÓXIMO , SENHA 43 POR FAVOR !! ". Olhei para baixo e percebi o que ela queria dizer. Fiquei um bocado desiludido, ao fim ao cabo, foram os 16 segundos mais estranhos da minha vida . . .

