Ontem à noite deu-me uma fome do catano. Resolvi ir a um daqueles sítios finos onde eu costumo ir comer : à roulote . E perguntam os mais distraídos , porquê a roulote sendo eu um tipo com uma classe e uma pinta do caraças ? Porque , por mais incrível que pareça, não tenho onde cair morto. Estava-me a apetecer um prego, e assim foi, pedi um. Espetaram-me com um prego cheio de gordura e de nervos ; a seguir a pisar bosta de cão, pregos com nervos é a pior coisa que me pode acontecer. Com milhões, biliões, ziliões de vacas que há na face da terra, porque é que tem que me calhar uma que tinha varizes ?! Se eu tivesse tanta pontaria no Euromilhões como tenho nos pregos, provavelmente estava tão rico que tinha um brujeço qualquer a escrever por mim e eu a ditar, ao mesmo tempo que tinha 2 . . não, 3(!!) jovens extremamente atenciosas atrás de mim a abanarem folhas de bananeira. Bom, por esta altura, quem estiver a ler este texto - olá mãe! - deve estar a perguntar "mas que raio tem isto a ver com a Guerra do(s) Sexo(s) ?" Basicamente e em traços gerais, digamos que . . . . nada! Simplesmente fiquei tão melindrado com a coisa, que tive de partilhar isto com alguém - partindo do princípio que mais alguém vai ler isto sem ser eu - É que eu tenho o mau habito de ficar chateado com coisas que me afectam, chamem-lhe estupidez se quiserem, mas se tivessem dado um prego com a carne a dizer "miau" ao marmanjo que estava ao meu lado na roulote, não sei porquê mas cheira-me que eu não ia levar a coisa tão a peito . . mas isto sou eu, não há volta a dar. Existirá mesmo uma guerra dos sexos , ou será mais uma coisa do genero "ah e tal eu sou melhor que tu" , " o último a chegar é um ovo podre" ou " cheiras mal da boca e eu não, toma toma" ? Não faço a mínima ideia, nicles, zero, patavina ! O que eu sei é que há muitos anos (no tempo em que ainda se dizia 'muitos' em vez de 'bueda' ), dizia-se que o lugar da mulher era na cozinha a cozinhar e o do homem era na sala a beber cerveja e a ver a bola. Acredito que isto tenha sido assim até a Telepizza vir dar cabo da tradição ; agora, o lugar da mulher é onde houver um telefone para ligar e encomendar comida. As mulheres ficavam o dia todo em casa, não trabalhavam, apenas cuidavam do lar e dos espermatozóides fecundados nos ovários e expelidos pela vagina, a que eu cientificamente dou o nome de filhos. Filhos esses que teimavam em aparecer e em grande número, apesar da pilula ter os dias da semana escritos na embalagem, do calendário ter uma cruzinha vermelha com o dia da visita do chico, e das malditas dores de cabeça e má disposição na hora do dito cujo. Para mim, a guerra dos sexos resume-se a algo tão simples como a hora de deitar. Naqueles dias de inverno, frio e chuva lá fora, não ligamos os aquecimentos porque gastam c'mo caneco, só nos resta o quentinho da cama. Lençois de flanela , edredon de penas de ganso paquistanês ou o raio que o parta (quanto mais longe for a terra do ganso, mais aquece . .) e aquela bufinha quentinha a meio da noite que nos sobe corpo acima até ao pescoço e que muito inteligentemente prendemos no edredon para nos manter quentes, são das poucas coisas com que podemos contar. O problema começa quando ouvimos a voz do lado a dizer "não puxes o edredon todo para o teu lado", e começa então uma espécie de ping-pong para ver quem se consegue tapar mais. Isto, juntamente com o "não te deites de barriga para cima que ressonas que nem um javali" e as constantes e irritantes cotoveladas quando finalmente conseguimos arranjar uma posição jeitosa para dormir, era o suficiente para dar origem a uma matança desenfreada, caso eu fosse da Al-Qaeda! Graças a deus que não sou, e mesmo que fosse também não o ia dizer. Tou eu para aqui a falar em guerrinhas, quando quem passa pela verdadeira guerra dos sexos são os hermafroditas ; esses sim, estão numa constante guerra dos sexos, e por mais chateados que estejam, não podem virar costas um ao outro, enquanto o homem quando está chateado tem sempre a tasca mais próxima para afogar as mágoas, e a mulher tem os centros comerciais e os cartões de crédito. O transexual é outro que tambem está numa situação delicada, pois apesar de viver muitos anos a aturar um dos lados, a certa altura da vida decide que quer passar a viver esta guerra do outro lado da barricada e faz um corte radical (literalmente falando . . . ). Depois aparece o Castelo Branco que lixa esta porcaria toda, não se percebe de que lado é que ele joga - acho que nem o próprio sabe - é uma espécie de árbitro, não joga, apenas vê os outros jogar! Deem-lhe uma mala ou uns brincos Channel que ele fica satisfeito. Para ele, não é nécessaire haver uma guerra dos sexos, só faz rugas e o botox tá caro.
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sexta-feira, 5 de março de 2010
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