Sou um gajo egoísta, admito. Não gosto de partilhar com os outros. Aliás, eu nem gosto de partilhar comigo mesmo, quanto mais com os outros. É por esse motivo que eu não quero ter 2 personalidades. Era só o que me faltava ter de partilhar o meu corpo com outra personalidade, tá bem tá. Mas hoje vou abrir uma excepção e partilhar algo meu, do meu íntimo, do meu foro interno (literalmente). Ainda à escassos momentos, estava eu naquele local de inspiração para grandes génios e mentes por esse mundo fora, de seu nome localis di cagare, em latim , que, trocando por míudos quer dizer mais ou menos, retrete, vá. Veio-me uma coisa à cabeça. Minto ; vieram-me duas coisas à cabeça. A primeira foi o cheiro nauseabundo e quase Chernobylesco que insistia em sair das profundezas do meu extremamente esbelto e linearmente esculpido corpo de Adónis do Casal Ventoso. A segunda foi que - isto pode parecer estúpido e idiota, mas vendo bem, é idiota e estúpido - aquilo que nós defecamos sai por uma ordem lógica e pré-determinada. Imagino que haja neste momento um grande dúvida nas mentes de muitos de vós : O que é defecar ? Pois bem, defecar é, nem mais nem menos que cagar de forma fina. Arriar o calhau, pronto. Não vale a pena estarem p'raí com ai que nojo, sempre com a conversa de merda e não sei quê. Meus amigos, TODOS cagamos. A diferença é que enquanto a alguns lhes basta salpicar a salada de frutas, a outros, o banho é a única solução. Mas dizia eu que tive uma visão. Aliás, duas visões se contarmos com a do gremlin que teimava em não descer mesmo depois de eu já ter estragado 3 piaçabas e descarregado o autoclismo 16 vezes seguidas. Posso dizer que jamais vou olhar para uma mousse de chocolate da mesma maneira. Bom, cheguei à conclusão o nosso intestino funciona por senhas. Ou seja, eu comi guacamole ao jantar e fui à casa de banho. Qual foi o meu espanto quando me veio um cheiro bastante intenso e desagradável a feijoada, que por acaso tinha sido o meu almoço. Logo, isto quer dizer que existe sim uma hierarquia merdal. Almoço primeiro, jantar depois. Pelo menos comigo funciona assim. Pode-se dizer que o meu intestino é tipo uma repartição das finanças onde somos despachados pela ordem de chegada e onde, mais tarde ou mais cedo, vamos ter de voltar lá. A única diferença é que não é preciso tirar senha. O almoço entrou primeiro, sai primeiro. O jantar, esse, a não ser que tenha algum conhecimento lá para os lados do intestino delgado ou do esófago, vai mesmo ter de esperar pela vez dele para ser 'atendido'.
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segunda-feira, 15 de novembro de 2010
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