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quarta-feira, 21 de julho de 2010

A Caganeira



O relógio marcava 23h, mais coisa menos coisa. Andava eu muito sossegado a passear dentro do meu bólide ali para os lados de Stª Apolónia. O que andava ali eu a fazer ? Pois bem, essa é uma resposta que jamais darei em toda a minha vida, nem que me torturem com cotonetes do Lidl - ok, posso dizer que tem a ver com prostitutas - , por isso esqueçam. A noite até estava agradável, parecia que a coisa ia correr bem. De repente, e sem avisar, começei a sentir uma sensação estranha. Como não tenho um Ambrósio para me ajudar, tive que me desenrascar sozinho. A sensação esquisita vinha do meu estômago, fazendo uns ruídos estranhos, mais parecia que tinha golfinhos a nadar cá dentro. A coisa intensificou-se e tranformou-se em cólicas tsunamicas. Os barulhos eram de tal forma que, o alien da Sigourney Weaver era um gatinho ao pé deles. As dores essas, começaram a atingir um ponto em que eu já estava disposto a dar um  dos meus tomates só para elas passarem. Nesta altura, e não querendo ir para o pior dos cenários , avizinharam-se 2 situações na minha mente: hipotese nº1... tou grávido ; hipotese nº2 ... tou com o período. A primeira hipotese parecia-me a mais viável, vindo-me logo à ideia aquele dia em que eu, na rambóia e na loucura, vesti umas ceroulas da minha esposa que estavam p'rali no cesto da roupa suja. A segunda hipotese , essa, pus logo de parte, pois como macho latino que sou, era uma vergonha ter o período, quer dizer . . .
Foi nesse preciso momento que o meu maior medo se tornou realidade e gritei bem alto ASSIM NÃO GANHAMOS, CARLOS !! , ah, e tambem me apercebi que tava com uma cagano-diarreia , que é uma caganeira com ramificações de diarreia. Isto tudo comigo dentro do carro e em andamento. Acho que fiz a colecção de semaforos vermelhos desde o Cais do Sodré até Alcântara. Na minha cabeça só via a minha retrete - xô, sai daqui Pamela Anderson - como se de um oásis no deserto se tratasse. A minha barriga continuava a lutar. Parecia que tinha um jogo de ping pong entre o intestino grosso e o intestino delgado, onde a bola às vezes fugia e ia parar mesmo juntinho ao olho do cú, tendo eu de usar todas minhas forças e poderes sobrenaturais para a puxar para cima, correndo o risco de dar nova côr aos estofos do carro. Pensei em parar junto a uma mata ou uns arbustos e fertilizar a terra ali mesmo, mas não fui capaz. Ao mesmo tempo que conduzia , abanava tanto as pernas que cheguei a ter cãimbras, parecia um jogador da bola. Nunca aqueles 10km pareceram tão compridos, parecia que ia cagar ao Porto, porra. Cheguei a uma altura em que tinha 2 opções: por uma estrada era mais perto mas ia apanhar vários semaforos, por outra era mais longe mas era auto-estrada. O espertalhão foi pela auto-estrada. Vou eu bem lançado a velocidades que não posso dizer , não vá vir aqui algum Polícia de Trânsito, quando vejo um parvalhão com os 4 piscas. Atitude inteligente : acelerei ainda mais. Resultado : placa a dizer ACIDENTE e uma fila de 2km à minha frente! Filha da puta! Por esta altura já tinha a tshirt mais molhada do que quando vou ao ginásio, sendo este o único aspecto positivo da cagano-diarreia, um gajo exercita o corpo todo, desde os abdominais às pernas , etc. Quando me apercebi que era gajo para ficar ali encalhado uns 20 minutos ou mais, admito que me veio à cabeça uma ideia triste - vou puxar do travão de mão, saio do carro e vou cagar  em plena auto-estrada. Mas depois os santinhos iluminaram-me e recuei dessa ideia. Imaginem que um dia vou a uma entrevista de emprego , e o meu futuro patrão me diz "pa, eu conheço-o de algum lado . . . . . . . . ah ! já sei !! Você é aquele gajo que tava a cagar na auto-estrada , não é ?!?" , percebem onde quero chegar ? Ninguem dá emprego ao gajo que caga na auto-estrada, simplesmente não dão. A aflição era tanta que cheguei a pensar em cagar dentro do carro. Deslizava pelo banco abaixo de modo a ficar com o olho do cú de fora e cagava ali mesmo para o tapete. Desisti da ideia quando me apercebi que ia sair molho, e molho à séria, cagar de esguicho, vá. Meus amigos, posso-vos dizer que consegui chegar a casa são e salvo, ou pelo menos, sem me ter borrado de alto a baixo, e que, a par com as notícias que dão o Rui Patrício fora do Sporting, quando me sentei na sanita e deixei sair tudo o que me ia na alma - ia dizer cú, mas como já disse várias vezes anteriormente, achei por bem usar outro termo - foi o melhor momento desde que fui expelido abruptamente da vagina da senhora minha mãe !


P.S: Em breve lançarei um livro intitulado "Como conduzir à rasca para cagar e conseguir chegar a casa seco"

domingo, 6 de dezembro de 2009

A Diarreia





Se estiveram a comer e estão a fazer a digestão ou se pensam em comer nos próximos . . . . digamos, 3 dias, então é melhor pensarem duas vezes e se calhar a melhor opção será mesmo carregarem nesse X vermelho que têm no canto superior direito da página, caso contrário, estão por vossa conta e risco. Em primeiro lugar , acho importante mencionar que detecto uma estreita relação entre a diarreia e a perda de memória. Isto porque as pessoas que têm diarreia tendem a "esquecer-se" dela :
- Oh  Sr. Silva, o sr ontem não veio trabalhar ??
- Não chefe, tive mal do estômago e tal . .
- Pessoal !! o Silva anda a cagar fininho !!
Toda a gente já teve diarreia e muito provavelmente vai voltar a ter. Não é vergonha. É simplesmente muito mau, só isso. Graças a Deus que temos uma coisinha no nosso corpo chamada esfíncter que funciona como travões com ABS para a diarreia, senão a coisa tomava proporções Dantescas. A diarreia é um luxo, só nos visita uma ou duas vezes por ano, e como qualquer visita indesejada, não nos avisa com antecedência, só quando já está à porta. Eu considero a diarreia uma forma de pintura não convencional de locais e de objectos, em que não se usa nem as mãos nem um pincel. A diarreia é uma mais valia para o nosso rabo, fazendo com que este seja a Bimby do nosso corpo, pois ele consegue trabalhar com sólidos, líquidos, meio-termo, consegue fazer sair vapores e, em casos extremos, consegue fazer entrar os objectos mais estranhos de que há memória. A diarreia tem vida própria, escolhe quando e onde vai atacar. Tem tendência para aparecer em sítios públicos, locais com bastante iluminação e onde a casa de banho mais próxima fique a pelo menos 5km de distância. Se começamos com suores frios, contracções na barriga sem estarmos grávidos, e temos um prato de feijoada vazio à nossa frente, é caso para dizer "deixa-me mas é ir embora daqui senão vou-me borrar pelas pernas abaixo" . Se fizermos parte daqueles 11% de sortudos que conseguem atingir uma casa de banho a tempo para parir o bicho, deparamo-nos com um dilema: Se abrimos as goelas e a deixamos sair à vontade, e tendo em conta o eco das casas de banho, mais vai parecer que estamos a festejar a passagem de ano do que outra coisa qualquer ; ou tentamos a técnica do alpinista, que consiste em fazermos uma descida lenta e controlada minimizando os ruídos ao máximo. Ora, e por experiência própria, esta técnica só tende a irritar mais o bicho fazendo com que após  aquela que nós pensávamos ser a última esguichadela, venha uma autêntica avalanche anal. Por experiência própria eu quis dizer através de um primo de um irmão de um amigo de um amigo meu . . .
Depois do caldo entornado e da pintura borrada ( neste caso, sanita borrada), vem a operação de limpeza. Os estragos da diarreia podem ser divididos em 3 níveis na escala de Merdichter :
Nível 1 - Danos meramente superficiais na sanita, podemos limpar o cú e ir embora.
Nivel 2 - Impacto violento contra a superfície da sanita. Não só pintámos a sanita de castanho esverdeado, como também as nossas pernas; limpar o cú não ajuda, é imperativo tomar um duche.
Nível 3 - Deste à luz Hiroshima pelo cú. Incrível como se pode criar um tsunami numa sanita. O tecto da casa de banho, em tempos branco, agora, de branco já não tem nada. Alguém vai ter chamar a equipa do "Querido, Mudei a Casa!" se quiserem voltar a utilizar a casa de banho.

domingo, 29 de novembro de 2009

Sondagem nº3




A quem atiravas um balde de diarreia? , foi este o tema da última sondagem. José Socrates, José Cid, José Malhoa ou José Saramago eram as hipoteses possíveis. Este é um tema muito particular e muito pessoal, pois eu considero a diarreia um privilégio e um acto muito nobre e especial, pois quando a temos há que saber aproveitá-la, já que apenas aparece uma ou duas vezes por ano. Devo dizer que fiquei escandalizado com os votos no José Malhoa e no José Cid, especialmente neste último, pois coitado do homem já não basta ser zarolho, desdentado e ter peruca, também há pessoas que o querem ver coberto de diarreia. Nem a mania de ser atrevido e de ser do contra fez com que Saramago fosse o eleito numero um para o balde de diarreia. O facto de já estar mais para lá do que para cá e já dever mais de 32 anos à cova, a meu ver, salvaram-no de levar com o balde de diarreia. Balde esse que, segundo a maioria dos votantes (45%), cabe por direito próprio ao Mestre das Escutas, the one and only, José Socrates! Socrates, figura presente em todas as sondagens das IntimidadeS PublicaS, conseguiu levar com um suculento e aromático balde de diarreia, o que eu considero ser um privilégio ao alcance de  muito poucos (eu dispenso . . .) !